PELE NEGRA, MÁSCARAS BRANCAS
O livro Pele Negra, Máscara Branca há muito é considerado um clássico nos estudos sobre o racismo. E não sem motivo. Este livro analisa, de forma impressionantemente sistemática, como agem os mecanismo racistas para o negro, particularmente para com o negro caribenho. Frantz Fanon chega à conclusão de que ignorar o problema da cor, longe de levar a um suposto fim do racismo por "ninguém falar mais no problema", na verdade leva ao reforço do racismo, pois não falar de racismo apenas faz com que o racismo continue lá, silencioso, e não só, o negro vê-se compelido a não apenas ter vergonha de si mesmo, sob a alegação de que, ao fazê-lo, estaria "criando" o racismo, supostamente não-existente, como também leva-o a procurar se identificar com o parão estético dominante, isto é, o branco. A pergunta é: o que no Brasil chamaríamos de "democracia racial" ajuda a eliminar o racismo ou na verdade o apoia? é o que Fanon procura investigar neste livro.
Pele Negra, Máscaras Brancas
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