O NEGRO REVOLTADO
Este livro, de autoria de Abdias do Nascimento, um dos maiores militantes históricos do povo negro, reúne os ensaios introdutórios e os anais do 1º Congresso do Negro Brasileiro, realizado pelo Teatro Experimental do Negro em 1950. Como o próprio Abdias menciona no livro, grande parte do material deste congresso foi entregue, a título de empréstimo, a L. A. Costa Pinto, alegadamente um estudioso das questões raciais ( que, falando a respeito da reivindicação do povo negro para falar sobre si mesmo em vez de intermediários disse: "Duvido que haja biologista que depois de estudar, digamos, um micróbio, tenha visto esse micróbio tomar da pena e vir a público escrever sandices a respeito do estudo do qual ele participou como material de laboratório", p. 17) e jamais seria devolvido a Abdias, razão pela qual relativamente poucos textos do congresso foram incluídos neste livro. Mesmo assim, "O Negro Revoltado" é sem dúvida um dos principais livros que falam a respeito do negro brasileiro, seja pela registro histórico do 1º congresso feito por negros a respeito dos negros, seja para conhecermos a história de luta do povo negro, praticamente desconhecido pelo grosso da militância negra atual.
O Negro Revoltado
domingo, 11 de novembro de 2018
domingo, 4 de novembro de 2018
DICIONÁRIO DA ANTIGUIDADE AFRICANA
O Dicionário da antiguidade africana, de Nei Lopes, preenche de forma acessível, clara e concisa uma lacuna da historiografia nacional. Em verbetes, o poeta, contista e ensaísta Nei Lopes apresenta conceitos segundo uma perspectiva africana. Ele ressalta a anterioridade das civilizações egípcia e cuxita sobre a greco-latina e revisa axiomas que definem termos como civilização, escrita e outros tópicos decisivos. Unindo talento artístico, erudição e articulação política, o autor revela um passado muito pouco ou quase nada visitado. Uma nova África se desenha, com traços fortes e vários matizes: antropologia, geografia, cultura e, até mesmo, filosofia. Uma carta de alforria para a escravidão cultural que entrava a compreensão de nossa realidade. Poucas obras analisam de maneira independente e isenta as sociedades africanas florescidas e desenvolvidas a partir do século VII. “Num momento em que as publicações acadêmicas ainda abordam a África preferencialmente por meio de suas relações com a Europa, no contexto da escravidão. Tomamos para nós, de acordo com nossas possibilidades, a tarefa de difundir parte deste conhecimento, apresentando-o segundo uma perspectiva africana”, explica Nei Lopes. É inegável a contribuição dos negros na formação da sociedade brasileira e sua influência na cultura e política. A importância é tanta que desde 2003 o ensino de história e cultura afro-brasileira é obrigatório nas escolas de todo o país. Mas o estudo da história africana esbarra em um muro aparentemente intransponível, formado por tronco e chibata.
LINK O LEITURA ONLINE: Dicionário da Antiguidade Africana
O Dicionário da antiguidade africana, de Nei Lopes, preenche de forma acessível, clara e concisa uma lacuna da historiografia nacional. Em verbetes, o poeta, contista e ensaísta Nei Lopes apresenta conceitos segundo uma perspectiva africana. Ele ressalta a anterioridade das civilizações egípcia e cuxita sobre a greco-latina e revisa axiomas que definem termos como civilização, escrita e outros tópicos decisivos. Unindo talento artístico, erudição e articulação política, o autor revela um passado muito pouco ou quase nada visitado. Uma nova África se desenha, com traços fortes e vários matizes: antropologia, geografia, cultura e, até mesmo, filosofia. Uma carta de alforria para a escravidão cultural que entrava a compreensão de nossa realidade. Poucas obras analisam de maneira independente e isenta as sociedades africanas florescidas e desenvolvidas a partir do século VII. “Num momento em que as publicações acadêmicas ainda abordam a África preferencialmente por meio de suas relações com a Europa, no contexto da escravidão. Tomamos para nós, de acordo com nossas possibilidades, a tarefa de difundir parte deste conhecimento, apresentando-o segundo uma perspectiva africana”, explica Nei Lopes. É inegável a contribuição dos negros na formação da sociedade brasileira e sua influência na cultura e política. A importância é tanta que desde 2003 o ensino de história e cultura afro-brasileira é obrigatório nas escolas de todo o país. Mas o estudo da história africana esbarra em um muro aparentemente intransponível, formado por tronco e chibata.
LINK O LEITURA ONLINE: Dicionário da Antiguidade Africana
sexta-feira, 2 de novembro de 2018
PELE NEGRA, MÁSCARAS BRANCAS
O livro Pele Negra, Máscara Branca há muito é considerado um clássico nos estudos sobre o racismo. E não sem motivo. Este livro analisa, de forma impressionantemente sistemática, como agem os mecanismo racistas para o negro, particularmente para com o negro caribenho. Frantz Fanon chega à conclusão de que ignorar o problema da cor, longe de levar a um suposto fim do racismo por "ninguém falar mais no problema", na verdade leva ao reforço do racismo, pois não falar de racismo apenas faz com que o racismo continue lá, silencioso, e não só, o negro vê-se compelido a não apenas ter vergonha de si mesmo, sob a alegação de que, ao fazê-lo, estaria "criando" o racismo, supostamente não-existente, como também leva-o a procurar se identificar com o parão estético dominante, isto é, o branco. A pergunta é: o que no Brasil chamaríamos de "democracia racial" ajuda a eliminar o racismo ou na verdade o apoia? é o que Fanon procura investigar neste livro.
Pele Negra, Máscaras Brancas
O livro Pele Negra, Máscara Branca há muito é considerado um clássico nos estudos sobre o racismo. E não sem motivo. Este livro analisa, de forma impressionantemente sistemática, como agem os mecanismo racistas para o negro, particularmente para com o negro caribenho. Frantz Fanon chega à conclusão de que ignorar o problema da cor, longe de levar a um suposto fim do racismo por "ninguém falar mais no problema", na verdade leva ao reforço do racismo, pois não falar de racismo apenas faz com que o racismo continue lá, silencioso, e não só, o negro vê-se compelido a não apenas ter vergonha de si mesmo, sob a alegação de que, ao fazê-lo, estaria "criando" o racismo, supostamente não-existente, como também leva-o a procurar se identificar com o parão estético dominante, isto é, o branco. A pergunta é: o que no Brasil chamaríamos de "democracia racial" ajuda a eliminar o racismo ou na verdade o apoia? é o que Fanon procura investigar neste livro.
Pele Negra, Máscaras Brancas
Assinar:
Comentários (Atom)