sábado, 30 de dezembro de 2017

PATOLOGIA SOCIAL DO BRANCO BRASILEIRO

“Duvido que haja biologista que depois de estudar, digamos, um micróbio, tenha visto esse micróbio tomar da pena e vir a público escrever sandices a respeito do estudo do qual ele participou como material de laboratório.” (Costa Pinto, L. A., em resposta às críticas de Guerreiro Ramos e outros intelectuais negros. 1954))

    Bem, foi em resposta a este comentário "elogioso" ao negro brasileiro de Costa Pinto, mais um típico representante dos acadêmicos brancos que tomam o negro como seu objeto de estudo para ganhar dinheiro, mas na verdade o desprezam profundamente (apenas para citar um exemplo, Lilian Schwarcs, que alguns anos atrás assinou um manifesto exigindo o fim das cotas raciais) que Guerreiro Ramos (1915 - 1982), um dos maiores lutadores da causa negra no Brasil no século XX, inverteu o já tradicional olhar científico sobre o negro, trocando-o pelo branco. Se se fala em "problema do negro" no Brasil, então por que não falar em "problema do branco" no Brasil? é o que ele analisa, talvez pioneiramente, nesse pequeno, mas significativo, artigo.

Patologia Social do Branco Brasileiro

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